Como o WhatsApp grátis pretende fazer dinheiro

  25 Janeiro 2016

Aplicativo anunciou que não cobrará mais de seus usuários; veja quais suas apostas para virar plataforma digital e lucrar no futuro.

De acordo com especialistas, apostar em serviços de atendimento de empresas a clientes pode ser o caminho para aplicativos de mensagens

Para a alegria de muitos usuários, o WhatsApp anunciou que seu serviço será totalmente grátis.

Mas, então, como a empresa vai fazer para ganhar dinheiro, já que nem cobrará assinatura de seus usuários nem terá publicidade?

Durante muito tempo, o presidente da empresa, Jan Koum, manteve um aviso na parede de seu escritório que dizia: "sem anúncios, sem jogos, sem truques".

"A partir deste ano, testaremos ferramentas que permitirão ao WhatsApp manter comunicação (dos usuários) com empresas e organizações. Isso significa que o usuário poderá se comunicar com o banco sobre se uma transação recente foi fraudulenta ou com uma empresa aérea por conta de um voo atrasado", afirmou Koum, ao explicar o novo modelo.

Esses serviços de atenção ao cliente serão pagos, mas pelas empresas. Dessa forma, o WhatsApp pretende se tornar uma plataforma digital, como o que ocorreu com o Facebook Messenger, cuja base de clientes é de 800 milhões de pessoas.

Sem datas

O WhatsApp tem 990 milhões de usuários em todo o mundo, e por isso aposta que o serviço de comunicações entre clientes e empresas afetará todo o mercado de aplicativos de atenção ao cliente.

Até agora, o WhatsApp não forneceu datas para apresentar o novo serviço, mas o sucesso de aplicativos semelhantes na China e na Coreia do Sul na conversão a plataformas comerciais eletrônicas indicaria o novo caminho.

Um dos exemplos é o app chinês Wechat, que tem 650 milhões de usuários e permite que, além de trocar mensagens, uma pessoa possa chamar um táxi e até pagar uma multa.

Neste sentido, o Facebook Messenger passará em breve a oferecer o serviço de táxis Uber, enquanto o Google desenvolve um novo aplicativo que utilizará inteligência artificial com o mesmo fim.

Especialistas afirmam que os aplicativos de mensagens, por serem fáceis de usar e terem um grande número de usuários, são centros ideais para o desenvolvimentos de serviços para clientes de empresas.

Fonte: G1

Cecílio Batista

Publicitário, editor de política do portal Notícia Real, presidente do PTdoB (Partido dos Trabalhadores do Brasil) na cidade paraibana de Capim e Sócio Diretor da GetX Comunicação - Áudio e Visual. Este e o autor destas publicações e pode ser considerado mais um curioso indivíduo que consegue com sua irreverente análise de situações diversas, informar ao mesmo tempo que provocar um completo efeito colateral do seu incontestável fascínio pela noticia. 

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